Analogia brilhante!


 "A ilha do Corvo tem cerca de 300 habitantes e é tipo uma cidade playmobil: tem uma esquadra da polícia e um polícia, um quartel de bombeiros e um bombeiro, um centro de saúde e um enfermeiro.."

Fernando Alvim in Prova Oral (directo dos Açores)

Levar a carta a Garcia

Há tanto, mas tanto tempo (tanto que já não me lembro..) que não ouvia alguém falar em "Levar a carta a Garcia"!

E hoje alguém me lembrou. Hoje volta a fazer todo o sentido!

Obrigado :)














"Levar a carta a Garcia"

Esta expressão tem origem num episódio ocorrido durante a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos. Quando se iniciou a guerra, o Presidente dos Estados Unidos, William McKinley, teve necessidade de comunicar rapidamente com o comandante dos rebeldes cubanos, o General Garcia, que se encontrava algures nas montanhas de Cuba. Como não era possível comunicar por correio nem por telégrafo o Presidente mandou chamar Rowan e deu-lhe uma carta para entregar a Garcia.
Rowan pegou na carta e, sem perguntar onde estava o General, guardou-a numa bolsa impermeável junto ao coração. Quatro dias depois, chegava à costa cubana pela calada da noite, num pequeno barco. De imediato, iniciou a travessia de um país hostil percorrendo a pé montes e vales, entregou a carta a Garcia e saiu pelo outro lado da ilha em apenas três semanas.
Conclusão: Rowan recebe uma missão e, sem fazer perguntas, executa-a com total autonomia revelando excelente capacidade de iniciativa e espírito empreendedor.

A utilização da expressão “Levar a carta a Garcia” referida por gestores, economistas, políticos, etc., tem o  sentido de “cumprir e honrar” datas, horas, compromissos, tarefas.

Há palavras..



Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca
Palavras de Amor, de esperança
Que imenso Amor de esperança louca

Palavras nuas que beijas

Quando a noite perde o rosto
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto

De repente, coloridas

Entre palavras sem cor
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o Amor

O nome de quem se ama

Letra a letra revelado
Num mármore, distraído
No papel abandonado

Palavras que nos transportam

Onde a noite é mais forte
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte

Sabes que precisas voltar a casa quando..

.. estás a ver uma reportagem sobre automóveis num canal português e por breves instantes o teu cérebro confunde-se ao ver as imagens: "então.. então.. os gajos estão a conduzir em contra-mão!?!?"

Inspirador..
Eu não diria melhor.

Roubado daqui.

Já viajámos de ilhas em ilhas
já mordemos fruta ao relento
repartindo esperanças e mágoas
por tudo o que é vento

Já ansiámos corpos ausentes
como um rio anseia p´la foz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser do mais longo beijo
que nos fez trocar de morada
dissipar-se-á como tudo em nada?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já avivámos brasas molhadas
no caudal da lágrima vã
e flutuando, a lua nos trouxe
à luz da manhã

Reencontrámos lágrimas e riso
demos tempo ao tempo veloz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós

Que há-de ser da mais longa carta
que se abriu, peito alvoroçado
devolver-se-á: «endereço errado?»

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós

Já enchemos praças e ruas
já invocámos dias mais justos
e as estátuas foram de carne
e de vidro os bustos

Já cantámos tantos presságios
pondo o fogo e a chuva na voz
já fizemos tanto e tão pouco
que há-de ser de nós?

Que há-de ser da longa batalha
que nos fez partir à aventura?
que será, que foi
quanto é, quanto dura?

Que há-de ser, só nós o sabemos
pondo o fogo e a chuva na voz
repartindo ao vento pedaços
que hão-de ser de nós



Sérgio Godinho - Ivan Lins

Rewind.

Baralha.

Inspira profundamente.

Sustém o ar.

mergulha..


The nothing box

Mais uma crua verdade sobre o cérebro masculino vs cérebro feminino. Com o patricínio da amiga Cat.

E o prémio..

.. para a categoria "designação da noite" vai para..

"Pipi da Tailândia" (u)


(latim cunninis tailandix)
s. f.

Cal.
Vulva;
pequena vagina;
mulher que anteriormente era do sexo masculino e que transformou o seu género
através de meios médico-cirúrgicos.

(mári dixit)

Refrescar o espírito


Peninha, 26Dez2k9, 17:30(ish..)

É também por isto que, apesar das tragédias e fatalismos que todos os dias leio sobre Portugal, nunca falta vontade de voltar. Nem que seja apenas por alguns dias.

E eu sei que até parece um cliché, mas efectivamente a luz nesta terra brilha de uma forma única, difícil de descrever.. só depois de nos privarmos dela por algum tempo é possível entender este fenómeno.

Valem os locais, os amigos e as conversas em noites e garrafas sem fim. Vale lagartar ao sol numa esplanada sobre o mar no final de Dezembro. Vale acabar a tarde com este pôr de sol em tons de Inverno. Onde mais? Ainda não encontrei..

Um verdadeiro manual

Se existisse um manual completo e exaustivo sobre as relações de um casal, esta série seria o equivalente à bíblia. Toda a verdade num pequeno excerto de um de 28 episódios repletos de análises preciosas.

Baby did a bad bad thing

Hoje cometi uma loucura.. dei 130 km/h numa auto estrada britânica!! E esta "proeza" só é digna de registo porque circular a esta velocidade estonteante equivale à sensação de ultrapassar os outros senhores quase à velocidade da luz. Diz que o "bicho" há quase um ano que não atingia tal marca. E apesar de meio coxo de uma roda, mostrou que quem sabe nunca esquece ;)

Agora resta continuar a conseguir a proeza de fintar os "gaziliões" de radares que crescem como cogumelos pelas estradas fora. E por muito que me custe admitir, no que toca a segurança na estrada, aparentemente a repressão é um sistema deveras eficaz.. é que apesar de as multas custarem meia dúzia de tostões, o sistema de pontos na carta de condução realmente faz cumprir o código da estrada. Ser "flashado" 2 ou 3 vezes acima da velocidade máxima permitida pode ser o suficiente para perder a carta. Com a agravante de que os pontos acumulam e demoram vários anos a prescrever.

O meu lado latino já tem saudades dos carros estacionados em cima do passeio, dos carros colados para ultrapassar, das entradas nas filas à "xico esperto", do excesso de velocidade constante, de atravessar os semáforos no laranja (sim, aqui para-se mesmo quando está laranja) e das buzinadelas por tudo e por nada.. ahhhhhh.. o meu reino por ouvir uma buzina a apitar!! Ou então não.

Momento BBC vida (quase) selvagem

Luxo, não é estar a tomar o pequeno almoço às 7.30 da manhã de Sábado, nem muito menos os 4º graus que estão lá fora.

Luxo é levantar os olhos da taça de cereais e pela porta em frente observar, em plena luz do dia, a 3 mt de distância, uma raposa no jardim. Estática, a salivar pela família de chapins que fazia um festim no comedouro que acabámos de rechear de sementes.

Apesar dos movimentos ligeiros, quando alcancei a câmera já a "visita" ia a fugir pelo estacionamento fora. Consegui registar esta.


Ainda fui ao jardim para ver se o David Attenborough estava escondido atrás de algum arbusto, mas não. Observar essa "raposa" ao vivo é uma proeza que só muito pontualmente e por mero acaso consigo alcançar nas imediações da Broadcast House da BBC Bristol.

Citação do dia, muito bom!

"Sometimes a man is faced with the right thing to do and the wrong thing to do.. and he only misses by one!"

Patric Maitland in Coupling

.. da motivação masculina

Não conheço a experiência dos restantes, mas é comum enviar uma sms com um convite para uma lista de amigos e, com excepção das amigas e de algumas honrosas excepções masculinas, ficar à espera de saber a resposta até à data do evento.

Mas agora experimente-se enviar nova sms e, sob qualquer pretexto, incluir no meio da mensagem a palavra "KIKAS".

Não é necessário esperar mais que 5 minutos para que TODOS os destinatários em falta comuniquem de volta.

E ainda dizem que os homens são uns básicos.. têm toda a razão!

Pensamento da noite

Com tanto agricultor do Farmville a pulular pelos facebooks de Portugal, não admira o resultado obtido pelo PP nas legislativas.

Sangue, suor e.. bom, não chegámos às lágrimas

Com excepção das bicicletas, mecânica não é a minha praia. Apesar de carinhosas alcunhas como "o jeitosinho" ou "handy man" (diz a tradição ancestral dos Coito que toda a gente tem que ter uma alcunha) nunca me safei com facilidade na mecânica automóvel. Nunca compreendi como é que os mecânicos, esses senhores por natureza de mãos sapudas, conseguem operar reparações nos muito confinados espaços dentro do automóvel.

Aquilo que parecia ser uma tarefa de simples execução home made como seja substiuir a correia do alternador, transformou-se em horas perdidas de paciência, suor e sangue. Deu direito a nódoas negras vistosas e escoriações múltiplas. Obrigado senhor Peugeot!

Depois de perceber que a origem do problema estava na avaria do tensor da correia e perceber como é que em inglês a dita peça se chama (problema recorrente cada vez que é necessário identificar algum componente técnico) foi necessário encontrar quem tivesse a peça disponível. Nova aventura. Após muita pesquisa e visitas a várias lojas lá apareceu uma que talvez tivesse em armazém uma que servisse. Fingers crossed e menos de 20 minutos depois lá apareceu o empregado da loja aqui à porta de casa, no seu Saab 93 descapotável(!), com a dita para ver se servia. Se não servisse, amigos como antes e "no charge" tinha dito o patrão. Verdadeiro serviço de luxo! Bom, a peça lá serviu e a coisa ficou por ali com o custo da entrega por conta da casa. Nada mau.

Seguiu-se a entrega da viatura ao mecânico para completar a obra. Sim, porque durante o tempo em que estive debaixo do motor, a seguinte imagem não me saía da cabeça.. juro que estive quase, quase, quase a imitar este senhor!!

Red Dust

A propósito do filme Red Dust, há no final uma citação do arcebispo Desmond Tutu (relevante activista contra o apartheid na África do Sul e prémio Nobel da paz em '84) que vale a pena transcrever.

Having looked the beast in the eye,
having asked and received forgiveness...
Let us shut the door on the past,
not to forget it,
but to allow it not to imprison us.

Archbishop Tutu

Duas visões diferentes que irão envolver escolhas distintas?

Sim. A escolha é simples: pode-se querer um país em que prevalece um Estado que absorve 50% dos seus recursos, com uma influência generalizada na vida económica e social, e em que se paga 24% mais impostos que a média comunitária. Ou querer um país em que prevalece uma sociedade civil dinâmica, em que se valorizam as empresas - nomeadamente as pequenas e médias -, a iniciativa, o risco e o mérito individual. Em que a liberdade e a responsabilidade dos cidadãos é um valor fundamental.


Alexandre Relvas - Presidente do Instituto Sá Carneiro

Arriscaria dizer que, muito acima das opções a tomar em termos de obras públicas, educação, emprego ou questões fracturantes, a grande opção estratégica passa por aqui. Um aspecto essencial que nos diferencia daqueles que gostamos de tomar como referência de desenvolvimento.

Uma reflexão interessante que contrapõe o discurso de que menos estado significa mais "capital selvagem" e opressão social à opção de que menos estado pode significar mais sociedade civil, mais responsabilidade individual, menos "igualitarismos" vs mais igualdade de oportunidades.

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